Way Family

História por Tiffannyk - Revisão por Luiza Carvalho
Indice: [1], [2], [3], [4], [5], [6], [7], [8], [9], [10], [11] e [N] @


Capítulo 1

- ! Sai já dessa cama. - Donna falou impacientemente. - AGORA! -esmurrou a porta ao gritar.
- O que está havendo? -Perguntou um Gerard amassado.
- Imagina? - a mulher rolou os olhos. - Sua irmã não quer acordar novamente.
- Genes do Mikey mãe, não tem mais jeito.
Donna bufou e desceu as escadas com passos pesados.
- Essa casa não seria nada sem mim. - disse ele tirando uma chave do bolso e indo a direção do quarto da irmã. Parou e precipitou-se em direção a escada. Ninguém subia. Enfiou a chave no miolo e destrancou a porta, entrando logo em seguida.
- Muito bem . Vamos levantar. -disse cruzando os braços.
- Não enche Gerard, vai cuidar da sua vidinha de rockstar. - disse a menina antes de colocar o travesseiro em cima do rosto.
- Você não está tendo sucesso em me irritar. Anda levanta.
- Eu não quero ir para a escola.
- Qual o problema? - se aproximou, e sentou ao lado da irmã na cama.
- Nada, eu só... Bem... I?m not okay Gerard. - foi cínica.
- Há-há, muito engraçado. - se levantou. - Levanta.
- Não!
- Levanta.
- Nem pensar.
- Já disse, levanta. - disse pegando nos calcanhares da irmã.
- Nunca.
Gerard apenas bufou e a puxou para si, tão forte que fez com que ela caísse por cima de seu corpo no chão.
- Meu nariz! - exclamou a garota.
- QUE BARULHO FOI ESSE? -perguntou Donna ao pé da escada.
se levantou e correu pra fora do quarto, à mão sobre o nariz.
- Mãe! O Gerard inutilizou meu nariz pelos próximos mil anos. -disse gritando e chorando ao mesmo tempo.
- Volta aqui , deixa eu ver isso. -gritou ele se levantando e indo atrás dela.
- Não chega perto de mim. -correu na escada, ao avistar seu outro irmão na cozinha. - Mikey! -correu até ele, se jogando em seu colo.
- Meu deus o que é isso? -perguntou Donna tirando a mão da garota do local. - puta que pariu. -exclamou.
O nariz de sangrava e estava levemente distorcido para o lado, o que deixava seu rosto um pouco grotesco. Mikey impediu que se levanta e fosse ver seu rosto no espelho da sala de jantar. Gerard apareceu na porta da cozinha.
- Agora você tem um motivo para não ir a escola por duas semanas. -riu e entrou no cômodo.
- Eu vou te matar. -disse a garota chorando mais ainda, apoiando-se no ombro do irmão.
- Cara como você conseguiu isso? -perguntou Mikey.
- Gerard Arthur Way! O que você fez com a sua irmã? -disse Donna antes de o estapear pela primeira vez naquela manhã. - Você esta louco? Ela vai precisar operar o nariz! - chorava cada vez mais.
- Não é pra tanto mãe. -rolou os olhos. - Só quebrou.
- Só quebrou? -Donna perguntou, os olhos semi cerrados, logo sua mão estava mais uma vez estapeando algum ponto do filho mais velho.
- Para mãe! -reclamou. - Eu e Mikey a levamos no hospital quando formos para a gravadora. -ele disse enquanto pegava gelo e um pano. - vira pra cá.
- Sai de perto de mim. Eu não quero falar com você. -disse abafado, ainda no ombro de Mikey. - Michael quebra a cara dele. -pediu, tirando o rosto do ombro dele, apontando para o irmão mais velho.
- Ninguém vai quebrar a cara de ninguém aqui. -Donna pegou o pano com o gelo da mão de Gerard.
Segurando o queixo da filha mais nova, pressionou de leve o pano no nariz dela.
- Ai! Dueu! -reclamou a garota.
- ! Você manchou a minha blusa. -disse Mikey após constatar que seu ombro esquerdo tinha uma enorme mancha de sangue.
- Culpa do Gerard! Tudo culpa dele! -mais uma vez, apontou acusativa para o irmão.
- Se você acordasse na hora. -defendeu-se.


Capítulo 2

- Mikey põe o CD do The Used. -disse ela entregando uma das mídias da case para o irmão, sentado no banco do carona. Gerard olhou-a pelo retrovisor com cara de poucos amigos. - O fato de você ter "brigado" com o Bert, não quer dizer que eu vou parar de escutar a música deles "oquei"?
- Nada contra a música deles. -disse Mikey abrindo o vidro. - Mas eu não quero escutar. -completou jogando o CD pela janela.
- Eu não acredito. -disse Gerard olhando para o irmão e rindo.
- Vocês me odeiam! -reclamou, jogando-se para trás com toda a força.
- Sim, nós te odiamos . -riu. - Quer escutar Taking Back Sunday? -virou-se para traz.
- Não!
- 30 second to the mars?
- Vai a merda Mikey! Liga o rádio.
- Certo então. -endireitou-se no lugar e ligou o radio.
- Se fudeu! -gritou quando reconheceu os acordes da música que começava, nada mais, nada menos, que Pretty Handsome Awkward do The used.
- Meu saco.
Gerard e Mikey tentavam conversar enquanto sua irmã mais nova cantava a plenos pulmões as músicas que tocavam no rádio, pelo menos a maioria delas. Logo que chegaram na clinica mudou, se tinha alguém que odiava hospitais, esse alguém era . Se ela tivesse uma simples gripe e fosse até um posto médico para ser examinada era bem provável ela ter uma convulsão nervosa só por estar naquele lugar.
De braço dado com os dois, ela seguiu pelo longo corredor depois da recepção, olhava para todos os cantos, aquele lugar dava calafrios em sua espinha. Chegaram a uma enorme sala de espera, sentaram-se em um dos bancos. Mikey e Gerard conversavam tranqüilamente enquanto ela folheava uma revista velha.
Do outro lado, havia uma menina e uma senhora que aparentava ser sua mãe. A mulher falava coisas baixinhas, enquanto a menina em total estado de choque, olhava embasbacada para seus irmãos.
- Eu posso beber água? -perguntou.
- Vai conseguir fazer isso? -Gerard perguntou.
- Tá difícil para engolir, mas eu consigo. -sorriu.
- Tem certeza? -questionou Mikey.
- Eu estou com sede. -fez birra.
- Infantil. -resmungou Gerard. - Vai lá.
- Obrigada Gee.
Afastou-se dos irmãos, indo em direção ao bebedouro, passando pela menina que os olhava. A fitou pelo canto do olho e deu um sorrisinho. A garota tinha mcrmy estampado no meio da testa. "Faço o favor de ser simpática com ela, ou não?" Pensou quando reparou que a menina estava vindo na sua direção. Continuou bebendo água como se não tivesse reparado. Maldito Gerard! Estava realmente difícil beber água com aquele nariz quebrado. Tentou se lembrar da aula de ciências, sobre o porque da via respiratória está ligada com a via... Via... Via o que mesmo? Ah! O lugar por onde se come, a traquéia, talvez. Parou de pensar nisso quando notou que a menina tomava seu copo de água tentando não olhar para ela. Ela tremia, pode perceber.
- Anda ! Sua vez. -disse Mikey.
A menina se virou bruscamente o encarando. Ele por sua vez sorriu para ela e então junto de foi para a sala de consulta.
- Ai estão eles. -disse o doutor quando Mikey e entraram na sala. -Venha cá , deixa-me ver o que você aprontou.
- Não fui eu Jackie foi o Gerard. -olhou para o irmão o fuzilando com o olhar.
Doutor Jackie era um velho conhecido da família, tinha feito à faculdade junto com o pai deles. Jackie também era padrinho de Mikey, o que reforçava bem mais a afinidade com a família Way.
- Como está campeão? -perguntou Jackie ao afilhado enquanto examinava .
- Tudo bem. -disse um Mikey sem graça.
- Muito bem. -disse o médico. - Bem , eu vou tocar e você vai me dizer aonde dói, okay?
- Tá.
- Aqui?
- Pra poupar esforço, dói quando eu falo, quando eu engulo, e quando tocam no meu nariz e nessa bochecha. -apontou para o lado direito de sua face.
- Deslocamento, como eu presumi. Vamos ter que bater uma chapa para ver se deslocou mais alguma coisa, tudo bem?
- Aham.
Jackie chamou a enfermeira para que levasse para a sala de raio-x, enquanto isso, Gerard lhe explicou o que aconteceu. voltou rápido, a enfermeira trazia os resultados e chapas. Ao final da consulta, só precisou que Jackie colocasse o que saiu do lugar, novamente em seu estado normal.
- Viu não foi tão ruim assim. -disse Mikey a abraçando.
- Até que não foi, mas àquela hora em que ele empurrou meu nariz pro lugar, nossa! Eu pensei que eu ia sentir aquela dor pra sempre. Engraçado, quando ele estava fora do lugar, não doía.
- Liga não, é assim mesmo, daqui a pouco o remédio começa a fazer efeito. -completou Mikey.
- Vamos ter que passar no Frank antes de ir para a gravadora, já ia me esquecendo.
Gerard dirigiu alguns minutos até a casa de Frank. O mesmo já os esperava na portaria do prédio. E assim que viu o carro já se aproximou. Gerard parou o carro e então Frank entrou, em seguida Gerard saiu com o carro novamente.
- E ai pessoal. -disse em cumprimento. - Hey o que foi isso? -perguntou pra .
- O Gerard quebrou meu nariz. -ela respondeu.
- Não pode simplesmente dizer que quebrou o nariz? -brincou Gerard.
- Oh tudo bem. -ironizou . - Bem Frank, eu grudei meus pés nas mãos do Gerard essa manhã e ai a pressão atmosférica conjuntamente com o magnetismo do centro da terra, fizeram com que eu me locomovesse em alta velocidade, de encontro a ele. E assim, tendo como obstáculo, o meu nariz batendo na borda da cama. -sorriu para o irmão. - Melhor?
- Você anda faltando às aulas de ciência? -ele perguntou serio, ela bufou. - Por que...
- Deixa ela Gerard. -disse Mikey rindo. - Ela só estava tirando com a sua cara.
- Mikey, não é por que o seu segundo grau está incompleto, que o dela também terá que estar.
- Senhor "eu freqüentei e me formei na faculdade" dá pra parar de pegar no pé do Mikey? -defendeu .
- Olha aqui...
- Eu gostei do seu band-aid do Harry Potter. -disse Frank interrompendo Gerard e acabando com a "discurssão".
- Tinha um da Mansão Foster, mas era muito infantil. Eu queria do Ronnie, mas só tinha o Harry. -ela falou, se virando para Frank.
- Se fosse eu, ia escolher o Dumbledore, sabe ele é o cara.
- Não tinha lá.


Capítulo 3

- Beck os meninos ainda estão na reunião? -perguntou , para a secretária de Greg, o empresário da banda.
- Eu não sei, acho que já saíram.
- Tá bem, vou olhar no café.
pegou o elevador rumo ao 3º andar. Passara por ali mais cedo e dera de cara com os caras do nickelback. O elevador parou e então ela saiu, olhava para as mesas e também o balcão. Foi quando trombou em alguém.
- Desculpa. -disse ela.
- Nada. -disse o homem. - Você é?
- . Eu estava procurando os meus irmãos. -se apressou a dizer.
- A sim, claro. -sorriu. - Eu sou Mark Phillips.
- Mark Phillips? Filho de Joseph Phillips?
- É isso mesmo. -sorriu envergonhado.
sentiu uma mão em seu ombro e se virou.
- Bob! -exclamou se jogando no colo do rapaz, em um abraço apertado.
- Hey! -ele a abraçou também.
- A Bob esse é o Mark, filho do Joseph Phillips.
- Prazer Mark. -o cumprimentou.
- Prazer é todo meu Bob.
- Onde estão meus carmas? -perguntou .
- Na sala de audição, eu dei a desculpa de vir pegar o café. -riu e apontou para o balcão da cafeteria onde o atendente o esperava com uma bandeja com seis copos.
- Eu te ajudo a levar. -disse ela. - Foi um prazer te conhecer Mark.
- Prazer foi todo meu .
- A não, me chama de .
- Okay, então. -sorriu. - Prazer também Bob.
- Igualmente.
Eles se afastaram, Bob e foram para a cafeteria e Mark para o elevador.
- Como conheceu aquele almofadinha? -perguntou Bob enquanto dividia os copos em duas bandejas.
- Eu esbarrei nele quando procurava vocês, Gerard dois.
- Esperai ai, o almofadinha não foi por ele estar com você. O cara é um almofadinha. -apontou para a direção que Mark tinha tomado.
- Sei. -riu.
Entraram no elevador conversando e rumaram até o 12º andar, onde era a sala de audição. distribuiu os copos que levou para Ray, Mikey e Greg.
Sentou do lado de Frank no sofá e ficou quieta, apenas escutando eles falarem de novas músicas, e negócios. Entediada, levantou-se e foi até o outro ambiente, onde tinha os instrumentos. Voltou fechando a porta para que o som não passasse para a sala onde os meninos estavam, e começou a tocar.
- . -Frank entrou na sala. - Você está tocando muito bem. -sorriu.
- Como você?
- O botão de saída estava ligado.
- Não acredito. -rolou os olhos. - Desculpa por atrapalhar vocês.
- Que nada. Foi uma boa distração, odeio trabalhar nas férias. -os dois riram. - Bob falou que você pode usar o Laptop dele.
- Ele trouxe? -perguntou com os olhos brilhando.
- Aham.
- Eba! -pulou do banco que estava sentada, indo guardar a guitarra. Depois seguiu Frank até a outra sala, Bob deu a ela o aparelho. Meia hora depois de navegar por vários lugares na Internet, decidiu entrar em seu myspace.

E ai pessoas, belezinha?
Comigo as coisas não foram bem essa manhã. Como conseqüência tô com um lindo band-aid do Harry Potter no meu nariz, agora quebrado. Nem me perguntem como isso aconteceu, só digo que a escola pode acabar com as nossas vidas, ainda mais quando sua família tenta ser responsável por isso (risos)...
Bem, agora estou entediada, no meio de uma sala com pessoas falando coisas chatas, Oh vida!
Eu realmente espero que vocês estejam melhores que eu. Bye.

xxo ;

Olhou para a postagem que acabara de fazer e apertou o botão enviar. Adorava postar em seu blog, por que sabia que as pessoas - leiam-se meninas - estavam esperando alguma coisa sobre seus irmãos. Mas ela era ruim, muito ruim. Na verdade a única coisa que odiava era a taxação que sofria, depois do sucesso dos irmãos ela não era mais , era simplesmente a irmã menor de Gerard e Mikey Way. Tirando esse fato, ela adorava a casquinha que podia tirar da fama deles. Sempre fora mimada em casa, por ser a única menina e o filho mais novo, só que agora em qualquer lugar que a reconheciam era mimada. E isso julgava ser ótimo.
- Hey Mik?s. -ela cutucou o irmão. - Vê se essa não é a menina da clinica hoje cedo.
- E eu lá vou lembrar de menina de clinica?
- Cabeça de ovo. -rolou os olhos. - Vou aceitar pra ver se é.
- Por que a gente não para de falar em novo cd e vai almoçar? -falou Ray.
- Acho brilhante. -disse Greg.
- Ray meu herói. -sussurrou para ele no outro lado da sala, piscando o olho. Ele apenas riu e se levantou junto com os outros.
- Bob, eu posso levar?
- Lógico que pode. -respondeu Mikey. - Eu quero entrar no myspace.
- Tudo bem Mikey, eu deixo você usar também. -Bob riu.
- Qual é cara você ia deixar de qualquer jeito.
- Não ia não. -riu.
- Nós dois sabemos que ia, não tente esconder. -Mikey abraçou o amigo.


Capítulo 4

tentava desenhar o rosto de Jack Skellignton com ketchup em seu prato. Quando achava que seu desenho comestível estava virando uma obra de artes que marcaria o próximo século viu um dedo borrar os traços já não perfeitos da gravura.
- FRANK! -exclamou, cerrando os olhos ao encará-lo.
- Não se brinca com comida, way cogumelo. -Frank zoou e viu ela fazer aquela careta de raiva dela, tentou se esquivar do soco que ela deu em seu braço, e riu. - Nervosinha way cogumelo? -brincou mais uma vez.
sabia que se tivesse lazer nos olhos tinha desintegrado Frank naquela hora, ela odiava aquele apelido. Desde a primeira vez, que ele a chamou assim, quando ainda tinha oito anos de idade. A mãe, sempre com gostos muito duvidosos, fizera um corte de cabelo nela que ficara muito semelhante a um cogumelo.
Mikey mesmo contendo o riso não falara nada naquela tarde quando a vira, mas bastou anoitecer e Frank chegar por lá para lhe dar um novo apelido. A pequena garota tinha pulado tão furiosamente em Frank naquele dia que o mais velho caiu com tudo virando o sofá.
- Fala mais uma vez e vai ser a última coisa que vai dizer na vida. - o ameaçou e serrou os punhos aproximando-se dele.
- ! -ela ouviu Gerard dizer entre os dentes, em tom de repreensão. Recuou, a risada de Frank fez a raiva aumentar e ela largou mais um soco em seu braço. - ! -Gerard foi mais vigoroso.
- Por que você nunca vê que ele começa? -respondeu.
- É por que eu nunca começo. -debochou, sussurrando só para ela ouvir.
Gerard a olhava sério, como Donald fez a primeira vez que a viu com um garoto.
- Será que você nunca pode se comportar?
- Deixa a menina, Gee. -Ray foi solicito e a abraçou. O irmão mais velho rolou os olhos e enfiou uma porção de sua comida na boca, mastigando quase que de forma real com que a rainha da Inglaterra fazia, voltando sua atenção para Greg e seu papinho idiota sobre músicas mais pop?s.
- Como se eles fossem o maldito backstreet boys. -resmungou pra si mesmo depois de prestar atenção no grande papo idiota do empresário da banda.
- O que foi? -Raymond a perguntou, voltando para olhá-la.
- Esse cara. -ela apontou pra Greg com a cabeça. - Ele quer transformar vocês nos novos hansons.
Ray riu e concordou.
- Mik?s posso pegar sorvete?
- Só se pegar pra mim também.
- Baunilha ou chocolate?
Gerard observava os dois conversando pelo canto do olho, enquanto fingia ainda prestar atenção ao empresário. Nunca tinha entendido a proximidade entre Mikey e , havia 12 anos de diferença entre eles, e era como se fossem melhores amigos que brincavam no play. Tá podia pelo menos ser sincero consigo mesmo, ele tinha era ciúme dos dois. Por que nunca falava com ele como fazia com o irmão e o Mikey nunca dividia com ele as coisas que sabia sobre ela, era um maldito complô e o deixava muito irritado estar fora dele. Na verdade, se fosse pra parar e prestar bem atenção, o Mikey não o idolatrava mais como o irmão mais velho, por que agora ele estava brincando de irmão mais velho com . Sentiu-se defasado, e jogado de lado, como um brinquedo que as crianças esquecem quando crescem. Sacudiu a cabeça afastando aqueles pensamentos, estava virando um maníaco possessivo, não havia nada de errado em Mikey ficar mais próximo da irmã, haviam sido 3 anos de turnê e trabalho duro, e feriados natalinos não são tão efetivos em juntar famílias separadas por todo o resto do ano.
o envolveu por trás depositando uma taça de sorvete maltado em sua frente. Sorriu vendo-a se afastar e entregar a guloseima de Mikey.
- Obrigado. -disse carinhoso de mais para o costume.
- Se eu não trouxesse você ia me amolar mesmo. -a irmã deu de ombros, mas seu sorriso mostrava a brincadeira.
- Way cogumelo adestrada. -Frank falou e ganhou um pesco tapa de Mikey, riu da cara dele e Frank fez cara de tédio.


Capítulo 5

- Como foi lá? -perguntou Donna assim que eles entraram.
- Nada de mais, o Jackie colocou o nariz dela pro lugar. -Gerard respondia a mãe enquanto a irmã avançava em alta velocidade o espaço entre a porta e a escada e depois o quarto dela.
- O que houve com ela? - Donna questionou mais uma vez.
- Recebeu um telefonema. -dessa vez Mikey respondeu. - O que vai ter na janta?
- O que você pedir por telefone, eu estou indo na casa de Mercy. É a noite das margaridas.
- Você ainda não saiu desse clube de senhoras? O que vocês ficam fazendo lá? Fumando alguma erva?
- Gerard! -Donna o repreendeu muito semelhante como ele fazia com . - Eu ainda sou sua mãe. E não, nós não fumamos mais nada, cuidamos das plantas na estufa.
- Vocês fumavam maconha? -Mikey pareceu indignado.
- Eu não nasci com essas rugas Michael, já tive uma vida.
- Cacete mãe! Você é minha mãe.
- Sua mãe, ex - usuária de maconha. -Gerard declarou.
- Era pra fins medicinais! E quem nunca foi hippie?
- As histórias de Stramberry Fields de novo? - disse descendo a escada. - Pelo amor de Deus, eu não quero ouvir sobre a farra de prozac. Estou saindo.
- Não vá longe. -proclamou a progenitora.
- A onde você pensa que vai?
Hannah parou diante a porta com a exclamação veemente de seu irmão mais velho.
- Você ouviu que a mamãe não se importa, não é? -girou sobre seus calcanhares e o fitou. - Eu duvido que seus fãs acreditariam que você é assim.
- Aonde você vai? -ignorou-a.
- Sair, sei lá, primeiro eu vou à Jess, depois nós vamos à Harbo?s ai depois talvez o Mark esteja lá, e ai nós poderemos ir pra Santina vê se tá passando algo bom no cinema, ai então...
- Vai logo! -disse Mikey.
sorriu triunfante, sempre funcionava sua estratégia de falar futilidades sem respirar. Mikey sempre se irritava e concedia.
- Você sabe que eu odeio o que você acabou de fazer, não é? -Gerard se voltou ao irmão do meio.
Mikey rolou os olhos e se jogou no sofá, de onde deitado pegou o telefone.
- Lembre-se Gerard, você já teve seus 16 anos, e você não era do que podemos dizer: fácil. Beijos meninos, e não deixem louça por ai, volto as 10. Tchauzinho. -Donna passou por ele depositando um beijo em sua bochecha e saindo da casa. Gerard olhou pra Mikey de forma distante.
- E ai? O que vai ser japonesa ou Italiana?
- Não to com fome. -sentou em uma das poltronas de forma freudiana.
- Cara, ela não vai nem sai do bairro, relaxa.
- A questão é. Quem é Mark? Mikey olhou para o irmão mais velho, que realmente parecia perturbado com o fato de sua irmãzinha ter amigos, paqueras e uma vida social. Ignorou-o como sempre fazia e ligou para o restaurante de comida japonesa.


Capítulo 6

- Tem certeza que não tem problema?
- Absoluta, só cala essa sua boca e não esbarra em nada. -respondeu em voz sussurrante.
- Eu não to vendo nada. -exclamou a outra voz antes de um objeto ser derrubando e gargalhadas adolescentes preencherem o lugar.
- Porra ! -exclamou Mikey ascendendo o abajur assustado. -O que vocês duas estão fazendo aqui!?
coçou a nuca e olhou para a cara da amiga e depois pro pôster de star war na parede do quarto do irmão, que havia permanecido intacto desde a primeira incursão do MCR pelo país e logo depois a saída dos dois irmãos de casa. As duas riram e Mikey coçou os olhos incomodados pela luz.
- A Jess queria ver uma coisa.
- Mentira! Você que queria me mostrar.
- Que merda vocês querem?
- Algo impossível no momento. A gente só veio aqui te ver dormir.
- Só ver? -reclamou a outra garota.
- O que você queria fazer com meu irmão? -pergunto indignada.
- Nada ué, mas seus irmãos são bonitos, então eu pensei...
olhou pra Mikey e voltou-se para a amiga a empurrando pra fora do quarto.
- Prefiro quando você não pensa! Qual é a sua?
- Qual é a minha? Você me chama pra ver Mikey Way dormir, e pergunta qual é a minha?
riu sonoramente e sem culpa, da cara da "amiga".
- Você acha que o Mikey iria olhar pra você? Melhor! Você acha que meu irmão mais velho iria ficar afim de uma fedelha de 16 anos como você? O que você pensa? E sucesso gera alguma disfunção cerebral que causa asneira?
- Fedelha? Quem você pensa que é ? Você não é nada mais que um passaporte VIP pros irmãos Way. Se enxerga! -falou a outra garota.
- Você quer que eu ligue para seus pais virem buscar você, Megan Lewis? - Donna disse com os braços cruzados no final do corredor.
- Obrigada senhora Way, mas eu vim com meu carro.
- Ótimo, não corra querida, e volte sempre. -disse a matriarca olhando para escada, por onde a menina timidamente se esgueirou até sair do campo de visão de Donna. e a mãe ouviram a porta bater e o carro dar partida e sair em silencio. - Você não é passaporte nenhum para chegar a ninguém.
- Eu sei mãe, mas às vezes sou burra de mais pra perceber que estou andando com gente que acha isso. Você acredita que ela queria abusa do Mikey? Agora me diz, quando alguém vai conseguir entender que ele é meu irmão? Meu! Só meu.
Donna sorriu e abraçou a filha, enquanto as duas seguiam até o quarto da garota.
- Ele também é irmão do Gerard.
- Não concordo. Pra mim a união da família sou eu. -riram.


Capítulo 7

- Bom dia família! - exclamou animadamente, como se fosse sábado de manha. Sentou em seu lugar na mesa e encarou o irmão que não havia lhe respondido. - Bom dia, Mikey.
- Dia.
- O que foi? -olhou pra ele com aqueles olhinhos medrosos eu sempre lhe lançara desde que era um bebê intuitivo e achava que algo estava errado com ele. Às vezes isso o irritava, era como se ela quebrasse se ele quebrasse, e não gostava disso.
- Porra nenhuma. -disse simplesmente, um pouco rude, talvez só um tom mais grave. Ela fez uma careta como resposta e olhou pra cozinha.
- Gerard ainda está dormindo? -perguntou.
- Não.
- Porra Mikey, vai despeja seu mau humor em outro. -levantou e foi até a mãe. - Mãe, cadê o Gerard?
- vá se arrumar, você ainda precisa passar a droga do seu uniforme.
- Qual é, eu estou com um nariz quebrado.
- Que não a impediu de sair e trazer aquela garota petulante pra perturbar seu irmão. Vá se arrumar.
- Hoje é meu dia. Pra que doar um pouco de atenção para a pobre , não! Vamos maltratá-la.
- Caraca , para de resmungar.
- PARA DE ME TRATAR ASSIM!
Mikey olhou da irmã gritando pra mãe, e novamente para ela.
- Para de levar meninas histéricas como você pro meu quarto as três da manha.
rolou os olhos e saiu pela mesma porta que havia entrado minutos antes, batendo os pés subiu a escada e entrou em seu quarto como um furacão. Pegou seu uniforme e jogou sobre a cama, a revolta a corroia como acontece com todas as adolescentes ao redor do mundo. Pegou o ferro de passar jogado debaixo da cama e o ligou na tomada, enquanto esperava o aparelho esquentar foi procurar seu celular.
Discou o numero pelo atalho e esperou até que seu irmão atendesse.
- Gerard, cadê você?
- eu não posso falar agora e estou trabalhando.
- Eu queria e você me levasse pra escola hoje.
- Não dá, podemos almoçar juntos no centro, que horas você sai?
- Duas horas, vai me buscar?
- Não. Pegue o metro até Lexington Avenue e me encontre no Shelton Grille na 579.
- Ok, ate mais tarde.
Desligou o celular e o jogou na cômoda novamente, virou-se para a cama e se deparou com o ferro de passar esculpindo seu edredom que imitava pele e tinha estampa e girafa. Tirou o mesmo de cima do tecido e enrolou o cobertor o escondendo embaixo da cama a chutes, passou o uniforme e se vestiu. Desceu as escadas correndo de animação.
- Tô indo, não vou almoçar em casa. Avisou.
- Pra onde vai? -perguntou a mãe.
- Pra Nova York me encontrar com o Gerard, beijos.
Estalou um beijo em sua mãe, e acenou pra Mikey. Aquilo estava mais para: "não importa o quanto você queira me punir, eu sempre terei outro irmão mais velho."


Capítulo 8

O metrô estava parcialmente vazio àquela hora, quase ninguém ia para Nova York às duas da tarde. escutava música em seu player de ultima geração, presente do pai no último dia das crianças, e olhava vagamente para as coisas ao redor. Mesmo morando a apenas alguns minutos de metrô de NYC, ir a Manhattan era como estrelar produções da Brodway, pra a cidade que nunca dorme era uma fonte inesgotável de glamour. Talvez aquele lugar não tivesse muito daqueles sintomas no pessoal da sua escola, acostumados a ir assistir aos jogos com os pais no fim de semana, mas era claro que a garotinha de seis anos que adorava ir com sua família passear pelas ruas cheias e caóticas para assistir as apresentações e exposições do irmão na faculdade, iria gostar de poder freqüentar o Jet Set com seus irmãos aos 16 anos.
Era verdade também que raramente ela era levada a um Grammy, ou qualquer coisa assim na qual as pessoas tenham de se estapear para conseguir um lugar, por que até as bandas e as pessoas famosas não recebiam tantos convites assim. Talvez, ninguém quisesse ver toda a família caipira da Sandra Bullock, chorando e gritando por ela quando ela ganhasse o 13º premio da noite.
Lexington Avenue ficava bem no coração da cidade, entre Nereid Avenue e a Ponte pro Broklyn. Entrou no restaurante e viu o irmão sentado em uma das mesas no fundo do lugar, estava com a cabeça baixa virada para um caderno de desenhar, que estava aberto em cima da mesa, também em cima dela estava um copo meio vazio de vinho branco, ou qualquer liquido parecido com isso. O recepcionista a cumprimentou e a dirigiu até a mesa do irmão depois que ela informou. Gerard levantou os olhos quando os dois se aproximaram da mesa. Sorriu para o rapaz e se voltou para a irmã que se sentou a sua frente.
- Chegou rápido. -disse.
- Não tive a última aula e o metrô estava vazio. Já pediu?
- Ainda não. -Ele fechou o caderno e olhou mais uma vez pra . - Mikey está puto com você.
rolou os olhos e encarou o cardápio.
- Eu não tenho culpa.
- Ah não? Sua amiga foi parar lá sozinha?
- Não sobre isso, sobre ter acordado ele. Tá não foi algo inteligente, mas ele não pode ficar com raiva de mim.
- Ele pode sim, e você deveria pedir desculpa pra ele, não vale à pena brigar com o Mikey por causa disso.
- O Michael é todo cheio de não me toque também.
- E você é cabeça dura.
- Eu posso pedir? -mudou de assunto.
- Não sei se eu tenho paciência o suficiente pra você . -Ele sorriu e ela também, como se dissessem: "nunca vamos nos cansar disso". - O que você escolheu?
- Grelhado com macarrão e queijo.
- Isso é comida de domingo.
- Então, não é legal? Hoje é quinta. -riu. - O que estava desenhando?
- Nada, só um esboço. Tive algumas idéias, hoje.
- Posso ver? Eu estava lendo alguns quadrinhos seu no seu quarto. -ela viu a expressão do Gerard mudar pra algo acusativo. - Eu juro que não estava fuçando, e só fui lá buscar minha camiseta e achei.
- Por que suas roupas estão no meu armário mesmo?
- Por que você mora aqui em Nova York e aquela casa agora é meu castelo encantado. Qual é
Gerard, seu closet é mais arrumado que o do Mikey, e o meu não cabe absolutamente mais nada.
- Parei de te dar roupas, vou voltar a dar brinquedos.
- Vai a merda!


Capítulo 9

A batida na porta foi extremamente discreta e hesitante. Se Mikey não tivesse retirado os fones de ouvido alguns segundos antes nunca iria escutar aquela interjeição. colocou a cabeça no espaço que abriu da porta.
- Posso entrar?
- O que você quer?
Ela não respondeu, apenas entrou no quarto do irmão e sentou-se ao seu lado, descansando a cabeça em seu ombro.
- Desculpa. Eu não deveria ter feito aquilo.
- Mais o que? -ele perguntou ainda olhando o palmtop em sua mão. Não estava a ignorando, mas fingia que sim.
- Foi idiota e imaturo da minha parte e eu não vou fazer mais.
- Tudo bem, nem foi tão ruim assim. -ele a rodeou com um dos braços a estreitando em um abraço. - Alias, por que você queria me ver dormir?
- Você é lindo dormindo Mikey!
- Babando todo mundo é igual. -brincou.
- Nem vem, você e o Gerard até parecem anjos dormindo. -disse. - Mas só dormindo também. -cochichou.
- Eu escutei isso.
- Droga! -houve um silêncio momentâneo. - Mik?s, agora que eu já to perdoada, quer me levar na Hell?s Kitchen.
- Por que eu não desconfiei que você tava querendo algo em troca?
- Para Mikey, até parece que eu sou assim. Dissimulada e pidona.
- Você é.
- É eu sei. Mas então, marquei com o pessoal lá as sete. Então não se atrase. saltitou para fora do cômodo com emoção suficiente para distrair um intervalo de beisebol na final do campeonato. Mikey a olhou e recolocou os fones, havia se esquecido como era ter aquela idade.
Quando começou a se arrumar, viu seu irmão o encarar através do espelho do aparador, quando ele parou para ajeitar o cabelo enquanto se dirigia pra cozinha.
- Vai pra onde?
- Um pub no centro com a , quer ir?
- Não acho que fui convidado.
- Tô falando agora.
- Onde vão? -perguntou Donna ao entrar no cômodo.
- Num pub com a .
- não para quieta com aquele nariz quebrado por um segundo. Bem, não a deixem voltar tarde, amanhã tem aula.
- Tudo bem. -disse Mikey.
Gerard encontrou com a irmã enquanto subia a escada. Ela o convidou pra ir também e ele não deixou de notar que ela havia combinado a mini-saia azul com a bandagem do nariz. Quando a garota chegou ao final da escada fez graça para o outro irmão e pra mãe.
- Então como eu estou?
- Esse cordão é meu.
- Trago ele de volta mãe, mas então eu estou bonita?
- Quando não está?
- Eu amo meu irmão! -se jogou nele como de costume. - Sabe, depois daquele papelão com a Megan eu decidi fazer novos amigos. Marquei com uma menina que eu falo pela internet lá no pub. Os amigos dela também estarão lá, e pelo menos ela é legal pelo skype.
- Cuidado com essa história de internet, .
- Gerard e Mikey vão estar lá pra me proteger. -sorriu cínica. - Mikey que tal chamar o Ray?


Capítulo 10

- E então? Como essa sua amiga virtual é?
- Cabelo castanho, vai estar vestida com um vestido florido. - Respondeu ao irmão do meio vagamente enquanto passava o olho pelo lugar.
- Tem alguém que bate com sua descrição bem ali. - Gerard apontou para o grupo de adolescentes numa das mesas de sinuca. - Eu e Mikey vamos estar no bar.
- Ok, me desejem sorte. - Ela sorriu graciosamente e foi de encontro a tal pessoa que Gerard havia apontado.
O grupo não era muito grande, cinco ou seis adolescentes, em sua maioria garotas. Um dos meninos era alto e corpulento, poderia ser jogador de futebol americano, mas não parecia ser perigoso. Tentou acenar para a menina de vestido florido, e uma das outras meninas foi quem alertou a presença dela para a garota.
- Você é a ?
- Costumo ser. Você é a ?
- Sou, mas pode me chamar de . Esses aqui são Patrick, Josh, Cameron, Lucy, Virginia e Chloe. - acenou para todos sem cumprimentar ninguém especialmente. - Você veio sozinha? olhou pro bar e pra , pensando no que falar.
- Meus irmãos me trouxeram aqui. - Ele percebeu como os outros reagiram aquilo, com trocas de olhares e pensando: ela é uma loser. - Eles já viam pra cá de qualquer jeito, marcaram de ver a reprise do superbowl.
- A gente estava esperando você para jogar. Você sabe jogar? - tentava conter a apreensão de estar no mesmo lugar que os irmãos Way, e de estar falando com um deles. Não queria parecer histérica ou coisa assim.
- Sei sim.
- Já que você foi à última a chegar, por que não compra as fichas? - Falou um dos garotos, que ela não tinha gravado o nome.
- Ok eu compro, mas eu acho que você deveria ter checado sua carteira antes de sair de casa, machão.
virou e foi em direção dos irmãos. Tinha trago dinheiro, mas se Gerard e Mikey estavam ali, não dava nada economizar um pouco a sua mesada. desferiu um tapa em Josh, pela estupidez, enquanto via a menina se afastar de encontro ao seus ídolos.
- Hey pessoal! -disse sorrindo, cumprimentando Ray e Frank, que já estavam lá. - Gerard eu quero fichas.
- Vá comprar.
- Lógico que não, você está aqui. - Fez uma carinha sapeca.
- Sair com você é sempre prejuízo.
- Lógico que não! Eu tenho que mostrar pra um certo espertinho, o que é brincar com Way. - Olhou em direção ao grupo de garotos de modo cruel.
- Eu teria muito medo se fosse eles. - Comentou um Ray brincalhão bebendo um gole da sua cerveja.
- Você pode ter medo, no final da noite eu acabo com vocês também.
saiu em direção aos novos amigos com determinação. Gerard e Mikey trocaram olhares cúmplices, tinha criado um belo monstrinho. A menina se aproximou da mesa e jogou as fichas no meio dela.
- E ai, quem quer perder primeiro?
A uma altura dessas, todo mundo sabia quem eram os irmãos da loser que tinha convidado pro encontro. E bem, ninguém achava mais que ela fosse uma perdedora.
dançava alegremente depois de derrotar o último do grupinho mal encarado que a discriminou antes mesmo de conhecê-la. Com um suspiro de raiva Josh jogou o taco na mesa e anunciou que ia embora, com isso foi um efeito dominó para todos os outros anunciarem sua partida. No fim, encarava e ela fazia o mesmo, não sabiam o que fazer.
- Quem disse que ia me ganhar mesmo? -Falou Ray.


Capítulo 11

prendeu a respiração ao ouvir aquela voz. Seu cérebro entrou em colapso, parecia que o mundo tinha parado. Sete malditos anos de dedicação, um dia de sorte, quatro dias de espera na longa lista de solicitações de amizade de Way, três segundos de surto quando a garota puxou assunto no chat, e agora estava ali, no mesmo ambiente que os irmãos Way, Frank e Ray, mesmo sem o baterista seu cérebro não conseguia funcionar. E foi só então que reparou que a outra garota falava com ela, e Frank a encarava como se ela estivesse verde. Ray, Mikey e Gerard estavam conversando do outro lado da mesa de sinuca enquanto bebiam suas cervejas.
- ?
- Desculpa. -disse envergonhada.
- Não precisa ficar com vergonha, eu entendo. ? disse sorrindo. - Semana passada eu encontrei com o Nickelback no estúdio, foi incrível. Às vezes as pessoas acham que eu não tenho ídolos só por que meus irmãos são famosos. ? ficou vermelha de vergonha, está bem que não tinha sido nenhuma das cenas bizarras que tinha passado na sua mente quando marcou aquele encontro e pensou na remota possibilidade de conhecer algum dos dois irmãos da menina. Mesmo assim, era vergonhoso saber que agora Frank Iero sabia que ela era uma fã.
- Eu aprendi a tocar por causa do Billie, quando o conheci eu quase tive um ataque histérico. ?disse Iero.
- Pode acreditar pelo menos você não foi uma completa retardada.
- Obrigada, eu acho.
- Ah não! Não quis dizer que você é retardada. ? se desculpou. - Só que eu já tive muita amiga que cresceu comigo e meu irmãos e que depois que eles saíram com a banda foram completas estúpidas. De qualquer forma, , esses são Frank, Mikey, Ray e Gerard.
Galera essa é a . ?todos se cumprimentaram.
- Podem me chamar de . ?conseguiu dizer, mesmo sendo o centro da atenção dos seus ídolos. - Você quer beber alguma coisa? ?perguntou Frank. - Não obrigada. - Vamos começar logo esse jogo, eu quero fazer certa Way perder. ?decretou Raymond. - Já derrotei caras maiores que você Ortiz. ?disse tentando ser ameaçadora. - Quem vai primeiro? ?falou Gerard pela primeira vez, e ouvir a voz dele tão casualmente fez ter outro dos seus mini-apagões.
- Fica , Frank e eu. E a começa, ela é visita.
- Um lapso de educação. ?comentou Mikey.
Frank estendeu um dos tacos para a menina, que pegou e se aproximou da mesa, todos os olhares em cima dela. Estendeu o objeto apontando para a bola branca e tentando pensar onde jogá-la. Bateu na esfera que rolou e não foi efetiva em nenhuma das outras, daí por diante se viu entre dicas do Ray, ataques histéricos de comemoração da nova amiga, e das discussões sem sentido de Mikey, Frank e Gerard.
Esperava acordar a qualquer momento, a cena era tão casual e natural que só podia estar sonhando. Dee Dash nunca tinha sorte o suficiente para coisas assim acontecerem.
- Você já bocejou cinco vezes. ?ouviu Mikey dizer pra irmã.
- Eu tô bem Mik?s.
- Você tem aula amanhã. ?salientou um Gerard com ar autoritário, bem como ela imaginava que fosse.
- Não se mete Gerard! A gente nem terminou essa rodada.
- Problema, você precisa dormir, já são quase uma da manhã. se alarmou, a conversa dos Way ficou bastante secundária, enquanto ela perguntava as horas para Frank, e Ray respondia com um número que ela temia.
- Tá tudo bem?
- Mais ou menos, eu nunca fico até tão tarde na rua durante a semana, e nem sozinha.
- Onde você mora?
- Perto do campo do Lincoln.
- Aqui perto. Eu posso te levar lá, depois vou pra casa. Sem problemas.
- Você é um saco! ?A voz de irrompeu pelo ambiente.
- Você tem aula amanhã, e tá caindo pelos cantos de sono. Deixa de ser infantil. ?Gerard disse pela enésima vez.
- Tá, mas podemos levar a em casa antes? ?falou a menina completamente revigorada da pequena discussão e do sono.
Gerard não respondeu, só balançou a cabeça em afirmação.
- Fica contramão pra vocês, se quiser eu a levo pra casa. ?Frank sorriu pra garota.
- Onde você mora? ? perguntou o Way mais velho.
- Aqui mesmo em Ironbound, na rua do campo do Lincoln.
Gerard coçou a cabeça, realmente ficaria bem complicado ir até lá, depois ter de voltar todo o caminho em direção a Forest Hill, onde sua mãe morava. Olhou para cara de e viu que ela iria começar mais uma sessão de ?por que não? e decidiu que valeria o sacrifício só para não ter de escutar mais reclamações da irmã menor.
O grupo de dirigiu para o estacionamento do outro lado da rua onde se despediram e então pulou para o banco de trás junto com a amiga, vendo Gerard ocupar o lugar do motorista e Mikey pegar o lugar ao seu lado.
- Por que eu ainda estou ouvindo o alarme do cinto de segurança? ? Disse Gerard fitando as duas pelo retrovisor, e constatando que o único integrante do veículo sem o acessório era sua irmã menor.
- Por que você é um chato! ?disse ela colocando o objeto ao redor do corpo.
- E então , o que você faz da vida? ?Mikey perguntou casualmente enquanto revirava os olhos como se aquilo fosse algo completamente estapafúrdio.
- Bem eu estudo, e cuido de algumas crianças na vizinhança às vezes.
- Legal, ter sua própria grana. Vê se convence a a fazer algo assim.
- Você tá louco? Se eu cuido de bebês é bem capaz deles me hostilizarem e mandarem em mim. Eu não tenho nenhuma voz ativa com aquelas pestinhas.
- É só mostrar para eles quem é que manda.
- Você não entende, teve uma vez, que a tia Margareth deixou a filhinha dela comigo. Em meia hora eu tava com massinha até no cabelo, dançando Barney e rodopiando. Eu não queria fazer aquilo, mas ela era tão linda e fofa, com bochechas rosas e tudo.
- Deve ser o mesmo efeito que você tem comigo e o Mikey, a gente nunca consegue dizer não pra você. ?intrometeu-se Gerard.
Nota da Autora: Capítulo meio paradinho, mas eu juro que o próximo melhora. Pra quem não sabe eu tô atualizando 4 fanfics aos mesmo tempo, e eu não tenho esse tempo todo, então fica um pouco complicado. Eu não posso dizer quando vou atualizar, mas digo com toda a certeza que 2 vezes por mês, todas as 4 atualizam, então hold on.

Dê uma passadinha nas minhas outras fics:
Untouch @ The Maine - Andamento
Skyline @ My Chemical Romance - Andamento
Twins @ Supernatural - Andamento


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